6 dicas para a gestão de uma banda que você não pode ignorar

Pensar na gestão de uma banda é uma ótima e vital iniciativa para se evitar o desfecho da maioria das bandas brasileiras do novo século: o absoluto ostracismo e extinção. Pesquisar sobre gestão de uma banda, então, faz de você um ponto fora da curva, pois faz o que a maioria não se dedica.

Muitos alimentam ainda a ideia romântica de que fazer uma banda de sucesso necessita apenas juntar alguns amigos em uma garagem e “ver no que vai dar”. É inegável que muitas bandas alcançaram o sucesso iniciando dessa forma. Mas, sem sombra de dúvida, não constituem a maioria.

Basta fazer uma pesquisa mínima de quantas efetivamente fizeram sucesso e quantas tentaram o lugar ao sol e fracassaram. A desproporção é gritante, o peso na balança é acintoso, enfim, use a ilustração que achar melhor.

Como todas as profissões, o mercado da música, ou o mercado artístico, exige profissionalismo, uma gestão eficiente para fazer o trabalho ser conhecido e captar clientes, ou seja, fãs.

Muitas das bandas que fracassaram não fracassaram por não terem um bom repertório, mas por não terem tido a gestão adequada. Enquanto outras, que nem são tão talentosas, conseguiram destaque maior, seja por uma questão lotérica do destino ou por terem investido em uma gestão eficiente.

A gestão de uma banda vai muito além do que conquistar fãs

Mas a gestão de uma banda não envolve apenas projetar o grupo musical da melhor forma, fazê-lo encontrar o seu público e torná-lo relevante no cenário musical. Envolve também manter o bom ritmo dos trabalhos, a sanidade dos integrantes, a harmonia interna, a cabeça dos componentes, literalmente, no lugar.

Quantas histórias de bandas se desfazendo por causa de brigas internas já surgiram? Ou, então, do cidadão que se entope com substâncias ilícitas e se engasga no próprio vômito?

Virou um clichê patético. Criou-se até a lenda da “maldição dos 27 anos”, porque vários artistas da música morreram de forma trágica com essa idade. Talvez o caso mais recente de ampla repercussão tenha sido a fabulosa Amy Winehouse.

Se você quer fazer a sua banda decolar e não quer se tornar mais uma manchete clichê na primeira página, considere seriamente investir em uma gestão profissional.

E quando se fala profissional, não significa que você tem que contratar um CEO, um executivo ou um produtor – embora mal também não faça.

A própria banda pode fazer sua autogestão, desde que mantenha-se atenta às boas práticas de mercado. Isso exige aplicação, disciplina, foco, o básico para se dar bem em qualquer profissão.

Se é exatamente o que procura, a leitura deste post poderá ser muito útil, pois vamos passar dicas para a eficaz gestão de uma banda. Quais as vantagens, o que deve ser evitado, o que não pode faltar, enfim, tudo o que você precisa saber sobre esse universo!

Então, continue conosco e prossiga na leitura para saber mais sobre a gestão de uma banda.

Gestão de uma banda: antes do “vambora!”

O primeiro passo é avaliar se a banda que participa, mesmo depois de muito bem organizada, muito bem gerida, tem reais condições de se tornar independente. Independente, no caso, é sustentável, ou seja, ter capacidade de atrair fãs, clientes, de modo que consiga sustentar os custos de operação e proporcionar padrão de vida aceitável aos seus integrantes.

Em outras palavras: a banda é boa mesmo? Tem futuro? Ou você está simplesmente torcendo para que seja? Não estamos falando que vocês precisam ser os próximos Beatles, mas também não dá para investir pesado sem ter talento.

Essa avaliação parece óbvia, mas muitos não pensam nisso.

Lembrando: tem bandas que não alcançam o sucesso devido à má gestão, mas há outras que não o fazem porque são ruins mesmo. Qual é o seu caso?

Como fazer essa avaliação? Temos algumas dicas em seguida.

Quem faz o convite? Quem você convida?

Se você é convidado, é fundamental avaliar quem te convida. A pessoa é de confiança? Como a ideia é investir em um projeto de longo prazo, seria terrível dedicar tanto tempo para se decepcionar com as pessoas envolvidas.

A mesma pergunta deve ser feita se você for convidar outras pessoas para formar uma banda. O talento delas não está acima de tudo. Quem garante que, na primeira oportunidade, tais pessoas não abandonarão o barco para se juntar a outra banda mais consolidada e lhe deixar na mão?

Logicamente também deve se questionar se quem convida realmente sabe tocar decentemente ou se trata apenas de um entusiasta descompromissado. Se o mercado está difícil para os bons de verdade, imagina para os “enganadores”?

Esse negócio de “vamos juntar e ver o que acontece” é bom quando se trata de um hobby. Agora, levar isso a diante, começando a banda desse jeito, sem critérios mínimos e decentes? É bom que tenha um santo forte, porque irá precisar.

Pense em você

Até agora falamos dos outros. Das possíveis qualidades e defeitos. Mas e você? Já pensou que você pode ser o ponto destoante? O cara que vai dificultar a gestão de uma banda?

Existem dois cenários onde isso é plausível.

Se você for muito bom. Tão bom que deixa os seus companheiros no chinelo. Essa situação dificulta, porque não irá demorar muito para perceber que carrega a banda nas costas e que seus amigos mais te atrapalham do que ajudam. Então, terá o pensamento óbvio: “tenho que me livrar desses caras”.

Claro que isso vai gerar muitos atritos. Portanto, tenha uma noção de suas próprias qualidades e de seus colegas para avaliar se formar uma banda será mesmo a melhor decisão. Pode ser mais recompensador trilhar uma carreira solo.

A outra hipótese é de você ser um cara que não gosta de trabalhar em grupo. Não ter essa qualidade complica muito em uma banda, há de convir.

Então, avalie os outros, mas não se esqueça de avaliar a si mesmo.

Bom, depois dessas questões que são importantes, vamos agora às dicas de gestão de uma banda já formada. Veja abaixo!

Gestão de uma banda: pense como empresa

Um erro clássico de quem vai gerir uma banda é achar que ela deve ser diferente em tudo em relação a uma empresa, que empresas representam tudo o que a banda não quer ser:

  • Burocrática;
  • Só pensa no lucro, portanto, em agradar o maior número de pessoas possível, se lixando para a qualidade;
  • Convencional;
  • Careta.

Entre outros adjetivos.

Claro que uma banda, especialmente composta por jovens, não vê com bons olhos ser comparada à fábrica de sapatos do avô, não parece a imagem que uma boa banda costuma passar.

Mas o que é preciso entender é que uma coisa é a imagem, outra é a gestão.

Ao se falar que banda é igual a uma empresa, não significa que deve se apresentar ao público com o mesmo estilo de uma empresa convencional de grande porte ou adotar inteiramente seu modus operandi. Significa que deve enxergar a banda como empresa porque ela está, querendo ou não, inserida em um mercado.

Sim, mercado. Música não é arte? É arte, mas que opera, se sustenta, na lógica de mercado. Não só a música, como também outros tipos de arte, tais quais literatura, cinema e teatro.

Para se tornar sustentável, para poder manter as atividades dentro de um sistema capitalista, é preciso lucrar, encontrar consumidores, fidelizar clientes. Não tem como escapar disso.

Se não encarar a banda, que está dentro de um mercado competitivo e escasso, como um negócio, ela simplesmente não vingará.

E o que é encarar a banda como um negócio, uma empresa?

Banda-empresa

Já identificamos o mercado: música. Logo, o produto da banda será a música que toca. Assim como uma empresa, tem um nome fantasia, colaboradores e um produto.

Todo produto tem um público e o público precisa tomar conhecimento desse produto ou até descobrir que precisa desse produto.

Portanto, igual a uma empresa, a banda precisa:

  • Identificar o público;
  • Atrair o público;
  • Conquistar o público;
  • Fidelizar o público.

As ações da banda, portanto, e a condução dessas ações, têm que operar pela lógica de empresa.

O que a gestão de uma banda deve priorizar:

  • Saber construir e utilizar formas eficazes de divulgação;
  • Participar dos principais eventos relacionados ao gênero/produto da banda;
  • Montar uma estrutura que venda e divulgue o trabalho da banda durante os shows;
  • Manter-se antenada com as preferências do público;
  • Evitar polêmicas desnecessárias;
  • Criar uma imagem institucional respeitável e cativante (causas que defende, ações que realiza, contribuições ao meio que está inserida).

Essas prioridades exigem dedicação, foco, profissionalismo, planejamento em longo prazo. Deslizes nessas ações podem prejudicar muito a imagem de uma banda no mercado.

Ninguém quer contar nos seus eventos com uma banda que não cumpre com os seus compromissos ou se apresenta em péssimo estado, seja de saúde ou relativo às condições do material de trabalho.

Investir tempo e dinheiro em eventos que são uma furada, sem dúvida, não contribui para a carreira da banda. No entanto, não ter o discernimento de que é preciso galgar posições gradualmente – e que para isso é necessário começar por baixo – também não será de ajuda.

Gestão e imagem de uma banda

Agora abordaremos a diferença que mencionamos entre gestão e imagem.

Gestão envolve o modo de proceder, de se dirigir ao mercado, de buscar e acertar contratos, de captar fãs/clientes. É nesse aspecto que a banda precisa ser parecida com uma empresa. Mas isso não quer dizer que a imagem que irá passar ao público tenha que ser de uma empresa convencional.

Pense na gestão como algo interno, pertinente apenas aos integrantes da banda, empresários e produtores. A imagem, por sua vez, é destinada ao público externo.

Na imagem da banda, você pode adotar critérios completamente diferentes aos de uma empresa. Seja na linguagem, identidade visual, posicionamentos sobre determinados assuntos e até na forma de divulgação. Não há problema, desde que trate a banda, no fim das contas, internamente, como um negócio.

A gestão de uma banda é incompleta e inútil sem a proteção dos direitos

Outro detalhe que a gestão de uma banda deve se atentar é a proteção dos direitos autorais. Com a disseminação das redes sociais, de trabalhos sendo divulgados em mídias digitais, a informação ficou muito mais acessível. Isto trouxe claras vantagens aos consumidores e produtores de conteúdo, mas também trouxe perigos. Um deles é o plágio.

Um cidadão do outro lado do mundo pode se considerar esperto o bastante para copiar uma música, trechos inteiros, harmonias, melodias, sem que ninguém perceba. Afinal “quem acompanha essa banda fuleira de fundo de garagem?”

Tal previsão muitas vezes se confirma, mas outras vezes não, porque o que importa não é quantidade, mas qualidade, engajamento.

No entanto, depois de descoberto o plágio, as coisas podem se resolver de maneira simples ou não. Se a banda teve o cuidado de registrar a autoria das músicas, seja na Biblioteca Nacional ou em sites especializados como o Autoria Fácil, a comprovação será muito mais fácil de realizar e, consequentemente, o ganho de causa com possível danos morais.

Mas se não teve esse cuidado… a coisa pode ficar difícil. Difícil ao ponto do caso demorar anos na justiça e não ter o final esperado, qual seja, o reconhecimento do plágio.

Imagine você e sua banda, que se dedicaram horas, dias, semanas ou até meses, compondo uma música, para um malandro ouvir em algum lugar, fazer a sua própria versão, explodir nas paradas de sucesso, ganhar uma grana, ganhar a causa na justiça e você ficar chupando o dedo?

Olha que isso já aconteceu bastante e vive acontecendo.

Não dê esse mole. Registrar a autoria de música não é algo complexo ou oneroso. Na Biblioteca Nacional exige um pouco mais de burocracia, há uma certa morosidade, ainda que seja eficiente. Mas com o avançar da tecnologia, esse processo se tornou muito mais simples e rápido. Confira as condições de registro do Autoria Fácil para ter uma ideia de como é simples!

Gestão de grupo

Como dica final de gestão de uma banda, vamos nos concentrar nos relacionamentos. Conviver em grupo não é fácil e muitas bandas se desfazem por problemas internos, mesmo a banda indo bem das pernas, fazendo uma boa gestão, encarando a música como um negócio sério e conseguindo bons resultados.

Pessoas são sempre difíceis e, quando o sucesso chega, administrar o grupo pode se tornar bem mais difícil. Por isso, abaixo mostramos dois modelos de gestão de grupo para uma banda.

Gestão amiga

A gestão amiga se baseia no conceito de grupo sem líderes. Todos participam da tomada das principais decisões. Para uma decisão prevalecer, é necessário o consenso. Isso torna a gestão menos monocrática e colabora para diminuir os embates de personalidade fortes. A busca pelo consenso obriga o diálogo, as reflexões em conjunto.

Gestão autocrática

É a gestão que tem um líder definido, que centraliza as decisões. Essa é uma forma de gestão indicada quando não há personalidades muito fortes na banda e apenas uma se destaca, seja na atitude ou no talento. Quando um integrante se destaca, se mostra o diferencial da banda, a lógica é utilizar os demais integrantes do grupo para auxiliar e reforçar as principais virtudes do ponto de referência.

Considerações finais

A gestão de uma banda precisa ser profissional, ser encarada como um negócio, uma empresa, pois o conjunto musical está inserido em um mercado. A imagem da banda não precisa ser igual à de uma empresa convencional, mas a sua gestão, sim.

Antes de criar uma banda, é preciso refletir se porta qualidades que colaborem para o trabalho em grupo, se os companheiros são confiáveis e realmente têm talento que vale a pena investir.

Lidar com pessoas é sempre complicado e viver por longo tempo com elas tende a tornar a convivência mais difícil. Por isso, é importante pensar em modelos de gestão de grupo que se adequem à personalidade dos integrantes ou ao talento principal.

Um dos trabalhos da gestão de uma banda é garantir que não haja complicações relativas aos direitos autorais das composições do grupo. Com os meios de comunicação mais velozes, produção de conteúdo em massa e excesso de informações, a prática do plágio ficou facilitada e levantando sentimento ilusório de invisibilidade. O Autoria Fácil registra, de maneira prática e simples, as autorias das músicas, garantindo um certificado de reconhecimento ao autor. Saiba mais a respeito!

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